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terça-feira, 26 de julho de 2011

Coerência e Consistência – Condições para uma liderança eficaz


Por Martim Garcia Bordini

O ato de liderar é o exercício de influenciar e interferir no comportamento das pessoas.

A influência que o líder exerce está direta e progressivamente ligada à coerência e consistência do seu comportamento. 


Podemos afirmar que a quantidade de comportamentos (coerência + consistência) do líder versus a frequência dos mesmos, confere-lhe maior ou menor credibilidade.

Esta fórmula altera a percepção das pessoas que são influenciadas pelo líder na proporção em que a credibilidade oscila para maior ou menor. Muitos dos nossos líderes não tem consciência nem percepção de quanto esses "pequenos detalhes" de comportamento impactam diretamente sobre sua liderança.

Mas o que é coerência e consistência na liderança?

Um líder é coerente quando para o mesmo fato ocorrido, uma ou mais vezes, com pessoas diferentes dispende o mesmo tratamento. Independente de quem o praticou, o "tratamento" ou o comportamento do líder deve ser o mesmo. Isto é coerência.

Na liderança, consistência é assegurar a prática da coerência por tempo indeterminado.

A prática da coerência e consistência independem da vontade e gostos do líder, das suas preferências por determinados liderados e do seu estado de ânimo. É uma condição para adquirir credibilidade junto aos liderados ou ainda àquelas pessoas que tentam influenciar.

Somente há coerência e consistência quando o líder procura resolver todas as questões diárias ajustando seus estilos aos comportamentos dos liderados.

Os liderados podem não compreender o que é coerência e consistência, mas sabem exatamente se o líder as pratica ou não.

Uma liderança fundamentada em comportamentos de coerência e consistência desenvolve relações positivas e altamente motivadoras na equipe.

Fonte: Site Bordini & Bordini Consultoria 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Desligue-se: aprenda a relaxar no período de férias

Você sai de férias e ainda checa o e-mail? Veja 10 dicas para se desligar – mesmo – ao entrar no período de descanso

Redação Delas

"Aproveite o tempo livre para mover-se e aprender a meditar, por exemplo"

Em tempos em que até os ponteiros do relógio parecem treinar para a próxima São Silvestre, é melhor dar um tempo no próximo intervalo – ou você perderá o pique e ficará para trás no segundo tempo. Confira 10 dicas de Flávia Lippi (coach focada na formatação de soluções e geradora de novas possibilidades) especialmente para você aproveitar suas férias totalmente desconectada do trabalho!
1. Seu corpo precisa de pelo menos uma semana para habituar com uma nova realidade: a que você está de férias e que vai usar sua energia para descansar. Aproveite a primeira semana para colocar as ideias em ordem. Ouça seu corpo e sua mente. Dê-se ao direito de iniciar uma jornada diferente.
2. Depois desta semana, comece a mudar hábitos antigos. Mudar hábitos é comprovadamente, pela neurociência, uma forma de rejuvenescer as células e os neurônios. Para isso observe aquilo que faz sempre igual e pergunte-se: “Como posso fazer diferente para um melhor resultado?” E faça.
3. Não caia na tentação de ligar o computador e abrir os e-mails. Desligue-se. Poste uma mensagem de férias dizendo que tal pessoa responderá por você durante o período em que estiver fora. E informe a sua data de sua volta. O mundo não vai acabar por isso.
4. Cuide de seu corpo e de sua mente. Aproveite o tempo livre para mover-se e aprender a meditar, por exemplo. Pode ser útil em sua volta ao trabalho.
5. Se gosta de tirar férias e se acha incapaz de desligar, escolha um roteiro para um local onde você possa conhecer novas visões sobre o assunto que domina – e então sentir que, mesmo nas férias, você está se aprimorando em sua função.
6. Saiba que o nosso organismo é feito de muitas partes, e que dar um tempo do cotidiano pode ser a melhor maneira de aumentar a performance no trabalho.
7. Felicidade é medida não pelo que você conquistou, mas pelo que você faz com o tempo que tem todos os dias. Desligue de sua agenda diária de trabalho e, mesmo incluindo em seu roteiro algo que vai lhe acrescentar intelectualmente em sua profissão, desconstrua sua agenda diária e faça suas coisas em horários diferentes. Por exemplo: acorde em horários que jamais faria em sua rotina diária. Durma igualmente em horários diferentes. Se não tem o hábito de dormir depois do almoço, tire uma soneca e observe como seu corpo reage às modificações propostas.
8. Escolha com quem vai viajar. Lembre-se, a pessoa que está indo com você precisa saber o que você propõe para esta viagem. Saiba explicar o que deseja e entenda quais os desejos da pessoa ou pessoas que irão junto. Assim, você estará tranquila e ciente de que todos estão fazendo o que desejam nas férias.
9. Não crie agenda de eventos e nem fique presa a ações. Deixe a vida te levar por alguns dias. Escolha um show ao qual quer ir só quando estiver no destino das férias, por exemplo, e não antes. Não deixe compromissos marcados antes para que não tenha que cumprir agendas fixas como em seu trabalho.
10. Não transforme suas férias em metas a cumprir.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

6 Dicas para Você Mudar seus Hábitos e Gerar Melhores Resultados



Você sabe que para obter novos resultados na sua carreira, no seu negócio ou na sua vida, precisa agir diferente. É aquele história de que se você continuar agindo como sempre agiu, vai continuar tendo os mesmos resultados. Acontece que para agir diferente, você precisa de novos hábitos.
Grande parte das coisas que fazemos durante o dia obedece a um padrão, algo que estamos acostumados  a fazer. É o chamado hábito, administrado pelo inconsciente.
Como funciona o hábito? Vamos pensar em dirigir um automóvel. Quando aprendemos a dirigir, aprendemos novos procedimentos e desenvolvemos novos hábitos. Pisar na embreagem, trocar os pés nos pedais, ligar a seta para dobrar, manter a direita etc. No início, estávamos aprendendo e totalmente conscientes do que estava acontecendo, acompanhando e desenvolvendo cada ação. Posso apostar com você que hoje você dirige muito bem e enquanto dirige pensa em mil coisas, no que precisa fazer, no planejamento do seus dia, conversa com o carona, presta atenção às notícias do rádio e nem se dá conta dos movimentos que precisa fazer para dirigir. Na verdade, o seu cérebro automatizou os movimentos, transformou-os em hábitos e agora quem cuida disso para você é o seu inconsciente. Funciona assim com tudo: escovar os dentes, amarrar os sapatos, pentear os cabelos, andar de bicicleta etc.  Assim, os resultados que vamos obtendo dependem dos hábitos internalizados e administrados pelo inconsciente.
Agora pense na sua carreira, no seu negócio ou em outras partes da vida. Grande parte do que você faz é automático. A forma como se relaciona com as pessoas, a forma como encara desafios, a maneira como enfrenta supostos problemas, como cria soluções etc. O seu cérebro adota padrões semelhantes para situações que se repetem. Em outras palavras, temos centenas, milhares de hábitos para uma série de atividades.  Assim, para começarmos a mudar nossos resultados, precisamos primeiramente mudar nossos hábitos para, a partir daí, termos novos resultados.
Muito bem, aqui vão 6 dicas para desenvolver novos hábitos:
1) Identifique o resultado que você quer,
2) Identifique o hábito limitante que gerava o resultado que você não gostava,
3) Se pergunte qual a intenção positiva do antigo hábito,  
4) Se pergunte qual comportamento, qual hábito você quer no lugar do antigo para obter o resultado que você deseja,  
5) Treine mentalmente o novo comportamento e
6) Pratique e repita na prática até você automatizar.
Vou dar um exemplo. Você quer ser um melhor líder. Contudo, sente que precisa ser mais assertivo com sua equipe. Você sempre se disse multo democrático, preocupado com as pessoas, e aí deixava a coisa rolar um pouco solta no escritório. Entretanto, no fundo você sabe que precisa agir diferente para ter resultados diferentes. Pois bem, abaixo segue a exemplificação de cada uma das 6 dicas.
1) Identificação da situação limitante: eu estava (note o verbo no passado, isto é fundamental) um pouco frouxo com o time.
2) O que quero ter no lugar: quero ser assertivo.
3) Qual a intenção positiva do antigo hábito: eu quero ser aceito pelas pessoas e me conectar (por isso eu não era tão assertivo).
4) Qual o novo hábito ou comportamento que vou ter e que mantenha a intenção positiva: vou ser mais assertivo pois assim sou sincero; quanto mais sincero sou, mais me conecto e sou aceito pelas pessoas (claro, este é um exemplo que deve fazer sentido para você). Para que esta mudança seja consistente, é fundamental que a sua intenção positiva seja assegurada. No caso, você pode pensar (e aceitar) que ao ser assertivo estará mantendo a intenção de positiva se ser aceito e se conectar às pessoas se pensar que quando é 100% sincero é  mais querido e aceito.
5) Treine mentalmente as cenas em que será assertivo. Entre num filme mental em que você é o protagonista e veja, ouça e sinta a sua nova performance. Treine isso várias vezes para você programar o seu cérebro.
6) Coloque em prática várias vezes e avalie os resultados. Caso necessário, faça as correções. É aquela história, se você sempre chutou com a direita e quer começar a chutar com a esquerda, precisa treinar.
Enfim, siga os passos anteriores atentando fundamentalmente para a manutenção da intenção positiva e treine, primeiro na sua cabeça e depois na prática. Você vai se dar conta que, da mesma forma que aprendeu a dirigir, vai aprender a ter novos hábitos, novos comportamentos e que começará a ter resultados diferentes. Caso você não goste dos resultados, mude os hábitos com a fórmula dos 6 passos e teste novamente.
Boa sorte e mais sucesso!
Frederico Graef – Coach e Palestrante - Membro da Sociedade Brasileira de Coaching

 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Chi kung é alivio para mente e corpo

Sou uma curiosa das técnicas orientais, acredito que nós ocidentais, temos muito o que aprender com eles no sentido de equilibrar corpo, mente e espírito. Li a matéria abaixo e quero compartilhar com  vocês; no final complementei a matéria com um vídeo para que possamos conhecer na prática e sentir as vibrações que essa técnica nos trás.
  
DESCUBRA COMO ESTA TÉCNICA PODE BENEFICIAR O SEU DIA-A-DIA

A Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental desenvolve uma técnica oriental, milenarmente conhecida pelos benefícios oferecidos para a saúde humana, chamada Chi Kung.
Chi Kung significa Trabalhar a Energia e é composto pela respiração e movimento. O objetivo é cultivar o Chi (energia vital), aumentar a força e melhorar a saúde física e mental. A prática acalma o coração, fortalece a musculatura e auxilia nos problemas respiratórios, além de prevenir e eliminar o estresse diário.
A técnica é composta de exercícios e posturas que podem ser praticados por pessoas de qualquer idade, utilizado para recuperação para pessoas sedentárias ou para o fortalecimento geral do corpo e manutenção do mesmo com alongamentos, ganho de flexibilidade, força, calma interior e energia. A série permite que a pessoa tenha acesso a um sistema integral benéfico para o corpo, emoções e mente, sem riscos à saúde pois caracteriza-se dentro da categoria indicada pela Organização Mundial da Saúde como uma "atividade física moderada".
Com a experiência de duas décadas de estudo, pesquisas, viagens à China, contato com mestres e especialistas, e também através do contato com o povo brasileiro, juntamente com seus hábitos e costumes, os diretores da SBTCC criaram uma metodologia diferenciada, a Série Fundamental para a Saúde e a Energia, o maior ganho do praticante do Chi Kung, desenvolvido pela SBTCC, é o acesso ao um Sistema Integral que abrange corpo, emoções e mente.

Site: Minha Vida / You Tube

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quem tem medo do lobo mau?

A saga de um funcionário FELIZ e seu INFELIZ chefe


Era uma vez um jovem e dedicado funcionário chamado 'FELIZARDO'. Um cara ainda em desenvolvimento, mas com um potencial enorme. Depois de um dia incrível de treinamento motivacional, chega feliz e empolgado à sua querida empresa, mesmo depois de 2,5 horas de trânsito e chuva. A história passa-se em São Paulo, então, devem saber bem do que estou falando.

FELIZARDO é um cara organizado e a primeira coisa que faz quando chega é rever o planejamento do dia. Sua primeira tarefa matinal é levar alguns malotes no departamento de finanças. No dia anterior, no treinamento, disseram a ele que pensamento positivo é fundamental para que as boas energias rejam o dia. Por isso, sorrindo e contente, ele sai saltitando com os documentos em mãos.

Todos que o encontram pelo caminho são recebidos com um bom dia e um sorriso maroto. Eis que ele encontra Mr. DEDÃO, seu chefe. Dedão era o apelido de seu chefe e é assim que vamos tratá-lo, pois o apelido assemelhava-se tanto às suas atitudes que nunca foi chamado pelo nome e, logo, não sei informá-los.

DEDÃO olhou firmemente para FELIZARDO. Não disse uma palavra. Apenas olhou fixamente. No mesmo momento do encontro, toda felicidade de FELIZARDO desapareceu e com um ar assustador ele questionou:

- Nossa, que olhos grandes você tem!?!

Mr. DEDÃO não hesitou e respondeu, como se fosse uma fera:

- É para te ver melhor!!!

FELIZARDO saiu desnorteado e pensando que seu chefe estava de olho em tudo que estava fazendo e que se errasse alguma coisa seria degolado! De qualquer forma, continuou sua tarefa e deixou os documentos no lugar exato.

Sua próxima tarefa do dia era preencher uma planilha de custo e entregá-la antes mesmo do almoço, pois dependiam desta para fechar o budget da área.

FELIZARDO acreditava em seu potencial e sussurrou:

- Esta tarefa vai ser mole! Sou expert neste assunto.

Prontamente, Mr. DEDÃO, que estava há alguns bons metros de seu feliz funcionário gritou:

- Fala menos e faz mais.

FELIZARDO gelou. E arriscou:

- UAU, que orelhas grandes você tem!?!

Mr. DEDÃO, com um olhar de reprovação, respondeu:

- É para te ouvir beeeeeem melhor, camarada!

Com a planilha pronta, FELIZARDO foi para sua próxima e amada tarefa. Ele precisava listar os clientes VIPS em uma planilha para que fossem presenteados no final do ano. Este funcionário era 10! Fez a tarefa rapidamente e como lhe sobrou alguns minutos de folga, resolveu ir tomar um café.

Quando menos esperava, ouviu um grito, vindo lá do fundo do corredor.

- Estou sentindo cheiro de café. Se não têm tarefas suficientes para lhes ocupar, pode deixar que vou dobrar a demanda de trabalho e é para já!

FELIZARDO, que tinha aprendido que deveria, respeitosamente, questionar quando não entendia direito algo que tivera ocorrido, respondeu:

- Estou extasiado. Que nariz grande você tem!?!

Mr. Dedão, que já que não agüentava mais aqueles questionamentos, esbravejou:

- É para sentir cheiro de vagabundo que não está a fim de trabalhar!!!

FELIZARDO, que continuara agüentando tudo aquilo porque aprendera que persistência era a alma do negócio, foi, ainda feliz, realizar sua última tarefa do dia: receber seu feedback mensal. Entrou na sala do Mr. DEDÃO e disse:

- Querido chefe, estou aqui para ouvir o que for preciso. Quero me desenvolver e aceito qualquer crítica. Estou aqui para aprender tudo o que você tem para me ensinar.

Mr. DEDÃO, que odiava perder tempo com estes tais feedbacks, começou a conversa dizendo que FELIZARDO precisava ficar mais esperto porque felicidade não trazia resultado. No meio da conversa, Mr. DEDÃO disse que esta disposição do funcionário estava incomodando a todos e que idéia de trazer inovações era ridícula. Acrescentou dizendo que não tinha tempo para ouvir suas expectativas, pois o que importava mesmo era o que a empresa queria. Pois bem, deixou claro que ele mandava e os outros obedeciam.

A medida que Mr. DEDÃO ia destilando seus comentários, FELIZARDO ia diminuindo e a boca do Mr. DEDÃO só se fazia crescer. FELIZARDO, que já se sentia um rato, ousou:

- Chefinho, que boca grande é esta?

-É PARA TE COMER, responder Mr. DEDÃO.

Nunca mais ouviu-se falar de FELIZARDO. E, infelizmente, mais um funcionário 'high potential' foi banido do mercado.

Agora te pergunto: quantos funcionários você já comeu?

Mr. Dedão, continua. Com dedo forte. Eliminando os bons e conservando que não lhe traz perigo. Mr. Dedão e sua equipe de faz de conta.

Uma pena.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Abraço gera bem-estar, conforto e ainda combate o estresse

O GESTO É A MANEIRA MAIS UNIVERSAL DE MANIFESTAR APOIO E CARINHO

Por Ana Paula de Araujo

Está para ser criado gesto tão significativo quanto o abraço. Ao mesmo tempo em que conforta e protege, ele proporciona uma sensação prazerosa a quem envolve e é envolvido. O ato ativa as regiões temporais e frontais do cérebro, que são ligadas ao prazer.

Segundo a neurologista Sonia Brucki, vice-coordenadora do departamento de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia, o abraço faz com que o cérebro libere dopamina e serotonina, hormônios do prazer. "Você estabelece uma empatia com a pessoa, percebe o sentimento dele. Isso dá uma sensação prazerosa", explica.

O abraço também é uma ótima alternativa para sanar o grande mal moderno: o estresse. Estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, indica que abraçar diminui os níveis de cortisol e a norepinefrina, hormônios relacionados ao estresse, além de diminuir a pressão sanguínea, o que previne doenças cardíacas. O aumento da taxa de uma substância chamada oxitocina também é notável. Quanto mais oxitocina o cérebro libera, mais a pessoa quer ser tocada e menos estressada ela fica: ou seja, quanto mais abraçada ela é, mais ela deseja ser abraçada. 

Portanto, embora não combata diretamente as causas do estresse - sejam elas vindas de problemas familiares, do trabalho, entre outras -, o abraço acolhe a pessoa de tal forma que pode melhorar, e muito, a disposição e a maneira de encarar os problemas.
Outro mal da mente a ser tratado com ajuda do abraço é a depressão que, hoje, é a maior causa da diminuição da expectativa de vida do brasileiro, segundo recente estudo publicado pelo periódico Lancet. De acordo com a psicóloga Glauce Assunção, do Hospital São Camilo, o depressivo tende a não ver saídas e, com o abraço, ele pode se sentir acolhido, por causa da boa sensação proporcionada pelo toque. "Mesmo não sendo a cura, esse apoio e amparo são necessários para que o depressivo se sinta seguro. É um reforço ao tratamento", afirma.
Abrace sua família
Glauce afirma, no entanto, que as pessoas se abraçam pouco hoje em dia. O distanciamento não está presente apenas em meios externos, como o escolar ou corporativo, mas também dentro dos lares. Segundo a psicóloga, a raridade do abraço no âmbito familiar causa até estranhamento na criança que, sem o hábito de abraçar, acaba recebendo esse conforto de outra pessoa. O ideal é que as pessoas consigam, em casa, pelo menos um abraço todos os dias. Isso reduz significativamente os atritos na família, como uma bandeira branca.  
Ela também lembra que o abraço faz com que a criança se sinta protegida e acolhida, sensação mais do que necessária na infância. "O abraço ficou cada vez mais distante. Hoje em dia, as crianças sentem falta disso. O pequeno chega em casa, já vai ao computador, enquanto a mãe vai à cozinha fazer a janta. A criança fica desprotegida", diz Glauce. Abraçar o pequeno o fará uma pessoa mais segura - imagem que ele transmitirá fora de casa.

O gesto também é imprescindível entre o casal. Quando o assunto é envolvimento sentimental, a psicóloga afirma que abraçar é um ato mais forte que beijar. "Ele reforça os relacionamentos, reduz as diferenças. O abraço acalma e é mais significativo que um beijo na boca ou no rosto."

Melhore o dia de alguém

Para melhorar o dia de uma pessoa, não é necessário muito esforço, apenas um abraço. Faça o teste: experimente abraçar alguém que você tenha algum carinho e perceba como o sorriso dessa pessoa muda. Ela se sentirá importante, protegida e com mais disposição. "Quem abraça é capaz de sentir o outro, combate suas tristezas, incertezas. Você sustenta as lágrimas da pessoa, lhe dá sensação de conforto", reforça Glauce. No entanto, nem pense em sair abraçando qualquer um. Abraçar por abraçar, sem intimidade real, pode causar efeitos contrários. "Se for forçado, você não se sentirá bem porque, quando você abraça, você recebe de volta, esse toque é mútuo. Não adianta dar algo falso", argumenta a psicóloga. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O líder que pensa

Se liderança já é um tema difícil sobre o qual escrever, imagine exercê-la. O trabalho de um líder é semelhante ao de um pai, que deseja que seu filho estude, se desenvolva, aprenda a vencer obstáculos, que se mantenha motivado e cheio de energia. E assim como o comportamento do filho sofre constantes mudanças, o do liderado, ou da equipe, também.

Poderíamos falar horas e horas sobre liderança, porém, neste artigo, vou tratar de um aspecto objetivo e simples: as atitudes do líder.

O título do artigo tem um motivo especial. Muitos líderes pensam que há duas partes bem definidas na empresa: o líder e os liderados. Engano puro. Um está constantemente influenciando o outro por meio de gestos e idéias. Podemos dizer que os dois se misturam, querendo ou não. Já ouviu dizer que a empresa tem a cara do chefe? Motivo este que a probabilidade de um filho se tornar fumante quando o pai é, é muito maior do que se o pai não for adepto do tabaco (mesmo quando o filho é adotivo, deixando de lado os aspectos genéticos).

O ‘líder que pensa’ é aquele que não age apenas por instinto. Todo o tempo ele envia estímulos para a equipe. É aquele que sabe que a prática do exemplo é muito mais eficaz que a teoria. Não faz nenhum sentido pedir que a equipe chegue às 9h00 se o líder chega às 10h30.

O psicólogo americano Frederick Herzberg fez uma pesquisa para descobrir o que motiva e o que desmotiva uma pessoa. Nesta pesquisa, que resultou em sua teoria motivação-higiene, o termo “Reconhecimento” ficou em segundo lugar nos fatores que levam à extrema satisfação. Infelizmente o que mais vemos nas organizações são líderes que só param o que estão fazendo para punir um membro da equipe, e só se lembram de reconhecê-los na reunião de metas do fim do mês.

O ‘líder que pensa’ premia e elogia a equipe sempre que se fazem merecedores. No começo, no meio ou no fim do dia. Quantas vezes forem necessárias. Quando reforçamos um bom comportamento, aumentamos a probabilidade do mesmo ocorrer.

Lembre-se: O que é dito é facilmente esquecido. O que é feito é aprendido. O ‘líder que pensa’ age de forma consciente, produz estímulos deliberados e se preocupa muito mais com o bem-estar e a satisfação da equipe do que com a punição. Um ‘líder que pensa’ ganha autoridade por mérito e não por imposição e, assim, é tratado como todo pai gostaria: com admiração e respeito.

Fonte: www.palestrasmotivacionais.com.br/blog